As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 30/12/2020

A Constituição Cidadã de 1988 garante o direito de ir e vir a todos os brasileiros. Porém, pessoas com deficiência são frequentemente privadas dessa liberdade. A falta de acessibilidade - seja na mobilidade, seja na vida social - é uma questão urgente na atualidade. Então, é necessário observar como ela se expressa, a fim de encontrar soluções.

Em primeira análise, consideram-se as dificuldades locomotoras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem 35 milhões de cegos no Brasil. Em uma sociedade cada vez mais visual, eles são constantemente excluídos, já que não possuem autonomia para andar na rua ou para observar informações em cartazes. Outrossim, 13 milhões de cidadãos são deficientes motores. Embora a lei garanta a eliminação de barreiras físicas, os proprietários alegam a ausência de um público que se sinta incomodado por elas - apesar dos dados existentes - e não o fazem. Logo, evidencia-se a alienção dos poderes públicos e privados.

Em segunda análise, vê-se o capacitismo expresso na vida social. Sabe-se que há 10 milhões de surdos residentes em território nacional. Entretanto, é escassa a quantidade de locais que utilizam a língua brasileira de sinais. Ademais, em delegacias ou hospitais, por exemplo, existe uma espera para ser atendido, que é prolongada em razão da falta de intérpretes.

Em suma, é preciso encontrar e afirmar medidas para a autonomia e para a segurança de todos. O Governo Federal, responsável pelo bem-estar da população, deve comprometer-se a criar leis e instituir novos e eficazes projetos. Isso deve ser feito por meio da fiscalização das leis já existentes, a imposição de LIBRAS como obrigatória em estabelecimentos públicos e privados, inclusive em escolas e uma campanha midiática constante, a fim de criar-se uma sociedade acolhedora e consciente, que aceite as diferenças.