As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/09/2020
A constituição cidadã tem como meta a promoção de uma sociedade justa e democrática, sendo o acesso ao mercado de trabalho um dos objetivos a serem disponibilizados aos cidadãos, inclusive os jovens. Porém, é notório que com o surgimento da Revolução Tecnocientífica, as empresas buscam empregados cada vez mais habilidosos e qualificados. Em contrapartida, a maioria dos jovens brasileiros não se encontram aptos para adentrarem o mercado de trabalho, sendo a educação ineficiente e o baixo apoio governamental os principais entraves.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nesse ínterim, é fato que o sistema educacional brasileiro possui grandes falhas na sua execução, haja vista a inadequação entre a formação acadêmica e a exigência do mercado de trabalho. Ademais, a falta de estágios e aulas práticas acerca do ofício que irão realizar faz com que muitos alunos sintam-se inseguros a encararem o mercado de trabalho, afinal, a maioria das universidades focam apenas em aulas teóricas, contribuindo na formação de uma massa trabalhadora despreparada. Logo, comprovando a tese acima, segundo pesquisas realizadas pela revista Época, 70% dos estudantes recém formados não se sentem preparados e seguros para disputarem uma vaga de emprego no mercado.
Em segundo plano, de acordo com Thomas Hobbes, o Estado foi criado para garantir a ordem e o bem-estar social. Nessa ótica, em discordância com o trecho citado, a alta cúpula governamental não vêm desenvolvendo bem o seu papel, haja vista a falta de incentivos às empresas na contratação de jovens estagiários, o que acaba dificultando o preparo desses futuros trabalhadores. Ademais, poucos investimentos são direcionados na formação de cursos profissionalizantes, o que, por sua vez, é uma grande problemática, afinal, são por meios deles que os jovens descobrem suas habilidades em determinadas áreas e ao mesmo tempo excluem aquelas que não fazem o seu perfil. Dessa forma, é nítido que a fraca atuação governamental impede a formação de uma futura massa de trabalhadores qualificados que aqueceriam a economia do país.
Destarte, cabe às escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de aulas diferenciadas como , por exemplo, a amostra de profissões e a importância de cada uma delas na sociedade, com o fito de que esses alunos descubram suas vocações e se esforcem durante o período escolar e universitário, para que se tornem-se futuros profissionais qualificados e aptos para encararem de maneira segura o mercado de trabalho. Ações como essas ajudarão na preparação dos jovens na busca de emprego e reconhecimento social.