As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 23/09/2020

É de conhecimento geral que, a procura por emprego entre jovens aumentou nas últimas décadas, seja por necessidade, qualificações futuras ou pela busca de uma renda extra. Em contrapartida, segundo o IBGE, a quantidade de jovens inativos cresceu 10,8% em 2014 , revelando a dificuldade desses jovens em achar um emprego e o preconceito empresarial que enfrentam na hora de entrar no mercado de trabalho.

Essa dificuldade não se deve pela queda na qualidade da mão de obra jovem, pelo contrário. Segundo Jacques Meir, diretor do grupo Padrão, essa é a geração mais preparada, informada e educada, mas também a que tem mais desempregados. Isso se dá porque, cada vez mais, as empresas buscam por empregadores já experientes e qualificados, não por jovens que estão ingressando no mercado trabalhador. A questão é que, se os jovens não qualificados não receberem oportunidades de primeiro emprego, como é que eles vão adquirir a experiência que o mercado de trabalho exige?

De acordo com o IPEA, a probabilidade de os jovens que nunca trabalharam conseguirem o primeiro emprego é 64% menor do que a dos jovens que já trabalharam e 70% menor que dos adultos. Paralelo a isso, a geração Z (a geração de jovens atual) é taxada como irresponsável e preguiçosa pelas demais devido ao tempo que passam imersos na internet. Esse preconceito acentua ainda mais a dificuldade dos jovens em entrar no mercado produtivo, e junto com a inexperiência dos mesmos, resulta na enorme taxa de desemprego entre os jovens atualmente.

Diante do exposto, umas das saídas para amenizar essa situação é investir cada vez mais no programa Menor Aprendiz, que redireciona jovens de 14 a 22 anos para o primeiro emprego, inserindo-os no mercado de trabalho e qualificando-os para futuras oportunidades. Além disso, aumentar a incidência de programas de estágio nas faculdades brasileiras, como já observamos na UFPR, pode ajudar muito nosso jovens a adquirirem experiência na área que desejam seguir. Construindo assim, uma base segura, confiável e qualificada para a próxima geração de adultos que redigirão nosso país.