As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/10/2020
No filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, fica evidente que, com o passar dos anos, a relação entre seres humanos e trabalho tem alterado-se constantemente. Fora da ficção, é notório que nos dias atuais, um dos maiores problemas do mercado de trabalho do mundo globalizado é, paradoxalmente, a falta de trabalho, o chamado desemprego. Tal fenômeno atinge principalmente a população mais jovem, que busca o primeiro emprego, em decorrência da falta de proteção Estatal aos geradores de postos de serviço no Brasil.
É relevante citar que Ulrich Beck, em seu livro “Sociedade de Risco”, alerta para uma nova modernidade, o mundo globalizado, que tem como um de seus problemas estruturais a falta de ocupações remuneradas para todos. Desse modo, o sociólogo expõe que as recorrentes crises globais, as quais causam desemprego em massa, são apenas uma consequência e um dos riscos dos quais dispõe o mundo atual, onde estas crises facilmente espalham-se pelo globo, como observado em 2008, na quebra da bolsa de valores de Nova Iorque que provocou uma recessão global nos anos seguintes.
Tais crises afetam de forma mais significativa os países economicamente mais instáveis, como o Brasil, provocando consideráveis reduções na oferta de empregos do país em decorrência do fechamento em massa de empresas, levando a índices alarmantes de 13 milhões de desempregados em 2016, segundo o IBGE. Desse modo, os mais jovens, que dispõem de nenhuma ou pouca experiência no mercado de trabalho, têm grande dificuldade em ingressar no mesmo, sendo assim os mais prejudicados por recessões globais.
Subentende-se, então, que o desemprego generalizado, consequência da sociedade global de risco, é o maior empecilho para os jovens que tentam trabalhar no Brasil. Logo, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Economia, promover incentivos fiscais, como por exemplo a redução do valor do IPI (imposto sobre produtos industrializados), às empresas geradoras de postos de trabalho, sobretudo em regiões com elevados índices de desemprego, a fim de, com essas medidas, fomentar o aquecimento da economia interna e gerar empregos para, dentre todos os brasileiros, também a população mais jovem.