As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 23/10/2020

No clássico mundial “Admirável Mundo Novo”, o livro do escritor inglês Aldous Huxley, o leitor se depara com uma sociedade extremamente organizada, de modo que cada cidadão possui um emprego e sua função, com o objetivo de coibir a sociedade a não desenvolverem consciência crítica acerca da realidade. Apesar de ter sido escrito há 80 anos, o livro mostra-se em muitos momentos extraordinariamente atual. No que tange a sociedade contemporânea, é notório as dificuldades dos jovens para adentarem no mercado de trabalho, em virtude da era globalizada exigir qualificação escolar, entretanto a desigualdade de renda influência ferozmente na falta de oportunidade.

Primeiramente, a universalização do ensino no mercado de trabalho requer o mínimo básico na qualificação escolar dos jovens. Porém, segundo a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que 10,6% dos adultos jovens de 18 a 29 anos não possuem formação básica (ensino médio). Por isso, observa-se que grande parcela dos jovens não tem acesso ao trabalho formal permanecendo no quadro de desemprego. Ademais, o próprio cenário atual de globalização vigente ordena candidatos com aptidões educacionais, a fim de colaborem para o desenvolvimento econômico do mercado de trabalho, de tal forma que essa carência educacional restringe o aprimoramento de adolescentes no convívio social.

Em seguida, as desigualdades de classes acarretam na escassez de oportunidades para a nova geração. Essa concepção desigual é postulada por Albert Einstein, na qual ele conceitua que as diferenças sociais de classe não se justificam, mas são baseadas na falta de inserção. Nessa perspectiva, é vigente analisar que jovens de baixa renda são os maiores prejudicados na ingressarão no mercado de trabalho, em virtude da grande parcela ser discriminada, ou por ser moradores de áreas periféricas, ou não terem escolarização, requisito básico exigido por empresas contratadoras, a exemplo, do jovem Matheus Soares que foi entrevistado pelo G1 em 2018, afirma que por ser pobre e não ter frequentado a escola, é visto como desqualificado para a inserção no trabalho formal.

Portanto, urge a necessidade de medidas eficazes para mitigar a problemática. Para tanto, o Governo Federal junto com o Ministério do Trabalho deve, por meio de políticas públicas investirem em programas de estágios e aprendizagem para jovens dentro e fora das escolas, além de terem palestras com acompanhamentos de psicólogos e pedagogos para ajuda-los a desenvolverem comunicações durante entrevistas de empregos, com o intuito de engajarem os adolescentes para o trabalho formal qualificados tenho maiores chances de serem contratados. Dessa forma, os jovens estarão efetivamente engajamentos na sociedade.