As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 28/10/2020
A partir da maior exigência de qualificação profissional, a maioria dos postos de trabalho disponíveis são ocupados por trabalhadores com preparo técnico e intelectual para certa função. Nesse sentido, ocorre o desemprego estrutural, em que a mão-de-obra não qualificado é substituída por máquinas. Ademais, soma-se a esses fatores a falta de perspectiva dos jovens para seus futuros devido à sua condição financeira desfavorável e à educação pública precária. Assim, medidas governamentais são necessárias para contornar a situação.
Cabe mencionar, em primeiro plano, o conceito de capital definido pelo sociólogo Pierre Bourdieu, que amplia o contexto exclusivamente econômico da teoria Marxista ao tratar-se também do capital cultural e simbólico. Sob essa análise, no campo educacional, os demais capitais são proporcionais à quantidade de renda, uma vez que o aumento do conhecimento é limitado pela falta de dinheiro. Desse modo, a ausência de uma educação pública de qualidade para todos delimita a qualificação do indivíduo em meio à acirrada competição por trabalho.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a evasão escolar, ou seja, o abandono da instituição de ensino, que afeta principalmente alunos do ensino médio. Por conseguinte, essa situação decorre da ausência de condição econômica suficiente para o sustento da família, então, muitas vezes, acarreta na inserção precoce no mercado de trabalho, o que dificulta a vida acadêmica do estudante. Paralelamente, o desinteresse pela falta de perspectiva de um futuro com garantia de vida confortável também agrava o problema. De acordo com o IBGE, a evasão escolar é oito vezes maior entre jovens de famílias mais pobres.
Logo, como o desemprego está crescendo, principalmente entre as classes de baixa renda, o que impacta na economia e acentua desigualdades, o governo precisa mobilizar-se. Então, urge que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas públicas, exija das instituições de ensino um controle sobre as faltas dos alunos para dar apoio às suas vidas acadêmicas e incentivar a continuidade do estudo. Além do mais, o órgão deve promover palestras com pedagogos com dicas para entrevista de emprego e instruções para acender-se economicamente. Assim, espera-se que o impasse seja amenizado.