As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 04/11/2020
A Constituição Federal de 1988 tem como um de seus pilares a busca pela igualdade entre todos os cidadãos, tendo em vista a importância desse ideal para a qualidade de vida de todos. Nesse sentido, uma vez que, na contemporaneidade, a dificuldade de ingresso ao mercado de trabalho por parte dos jovens é uma realidade no Brasil, o Estado falha em oferecer condições para a resolução desse problema. Dessa forma, o impasse está diretamente relacionado à falta de oportunidades de trabalho e à ausência de qualificação dessa parcela da população.
Em primeira análise, é indubitável o papel da falta de oportunidades de trabalho na perpetuação desse problema. Segundo a FIESP, o Brasil possui uma carga tributária excessiva sobre a folha de pagamento em comparação com outros países da America Latina, sendo esse um fator determinante nos custos de operação de uma empresa. Sob tal ótica, pode-se afirmar que uma maior inserção de jovens no mercado de trabalho não é uma prioridade do Estado brasileiro, tendo em vista o peso dos impostos sobre a contratação, dificultando a geração de novos postos de trabalho, reduzindo as oportunidades de emprego para os mais jovens, que geralmente não possuem qualificação e experiência.
Em segunda análise, é válido salientar a ausência de qualificação por parte dos jovens brasileiros. O ensino técnico nas escolas brasileiras é uma minoria, sendo amplamente representado pelas escolas do Sistema S, esse tipo de ensino além de praticar o conteúdo tradicional, busca desenvolver outras habilidades nos alunos, como mecânica, culinária e finanças, garantindo uma vantagem no mercado de trabalho. Seguindo essa lógica de pensamento, pode-se constatar que uma ideal qualificação de mão de obra jovem não é uma prioridade do governo brasileiro, tendo em vista a baixa quantidade de escolas publicas com o ensino técnico, potencializando as desigualdades no mercado de trabalho.
Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para combater essa problemática. Para tanto, urge que o Ministério da Educação , por meio de parcerias público-privadas com grandes empresas, aumente o número de escolas técnicas no país, com o objetivo de qualificar a mão de obra jovem garantindo uma melhor inserção no mercado de trabalho, diminuindo o desemprego dessa parcela da população. Só assim, esse importante pilar da Carta Magna de 1988, a busca pela igualdade, será alcançado, contribuindo para uma sociedade mais justa para todos.