As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/11/2020

Desde o surgimento da Revolução Industrial, o trabalho assalariado é fundamental para a existência do capitalismo e a manutenção do liberalismo econômico. No entanto, com o advento da tecnologia, proporcionado ao longo das fases dessa revolução, o desemprego emergiu como uma das principais consequências desse processo. Nesse contexto, no cenário atual, os jovens são os que mais encontram obstáculos para se inserirem no mercado de trabalho, sendo a falta de experiência e de qualificação os principais fatores para a elevada taxa de desemprego dessa parcela da população.

A princípio, a lei n°1097/2000 estabelece que as empresas de médio e grande porte devem destinar vagas de emprego aos jovens de idades entre 14 e 24 anos, esses devem compor um total de 5 a 15% de seu quadro de funcionários. Apesar da vigência da lei, verifica-se que seu cumprimento não é pleno, é o que revela uma pesquisa realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em 2019, nela verificou-se que apenas 445 mil vagas eram ocupadas pelos menores aprendizes em todo o país, representando apenas  46% da cota prevista na lei.

Ademais, a falta de qualificação e experiência profissional é determinante. O mercado de trabalho exige cada vez mais que os indivíduos sejam qualificados e experientes. Com isso, os jovens que em sua maioria apenas concluíram o ensino médio e estão a procura de um primeiro emprego são os principais afetados. Como prova disso, uma pesquisa realizada pelo IBGE revela que no primeiro trimestre deste ano a taxa de desemprego ficou em 27% entre essa faixa etária.

Portanto, para que esses obstáculos possam ser superados, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar programas de capacitação destinados aos jovens para que eles possam adquirir melhor qualificação. Isso poderia se concretizar pela implementação de aulas na grade curricular do ensino médio voltadas para o desenvolvimento profissional do aluno de acordo com sua área de interesse profissional. Além disso, é conveniente que o Poder Legislativo torne a lei mais rígida prevendo punições às empresas que não cumprirem o que está estabelecido na legislação. Feito isso, os desafios para a inserção dos mais novos no mercado de trabalho seriam menos expressivos.