As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 30/11/2020

Em seu poema intitulado “José”, Carlos Drummond de Andrade traça um quadro pessimista do cotidianos por meio de uma reflexão existencial. Ao longo do texto, o interlocutor do eu lírico é constantemente indagado com a frase " E agora, José?", sugerindo-se um sentimento de quem não agiu ou perdeu a hora de fazê-lo. Analogamente, a fim de não cometer o mesmo erro que José, é necessário que medidas sejam tomadas pelas autoridades competentes para resolver a questão das dificuldades dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho que é motivado, não só pela omissão do estado, mas também pelo sistema educacional obsoleto.

De início, convém ressaltar que a negligência governamental é um fator determinante do problema. Nesse sentido, segundo o Contrato Social- proposto pelo contratualista John Locke- cabe ao estado fornecer medias que garantam o bem-estar coletivo. Contudo, o que se verifica na sociedade contemporânea, é a ausência de políticas públicas que estimulem as empresas a contratarem jovens sem experiência por parte do Poder Legislativo permanecendo inerte e incapaz de cumprir a ideologia de Locke. Desse modo, torna-se fundamental que as instituições públicas e privadas desenvolva campanhas de contratação em massa para a comunidade juvenil com o objetivo de proporcionar a primeira experiência no mercado de trabalho.

Outrossim, entre outras causa do infortúnio está o sistema educativo defasado. Nessa linha de raciocínio, a desatualização da educação inspirado na Revolução Francesa dispõe o conhecimento de forma passiva o que impede a constante atualização. Sobre esse aspecto, ocorre a construção de futuros profissionais desqualificados e inábeis. Logo, enquanto as entidades educacionais não estimularem a busca do conhecimento às áreas administrativas e tecnológicas, por exemplo, o país será obrigado a conviver com um dos mais graves obstáculos para os púberes: o distanciamento dos negócios de atividades.

Para efetivar, portanto, a resistência voltada à inserção juvenil no mercado de trabalho medidas são necessárias para alterar esse cenário. Destarte, o Ministério da Cidadania em parceria com empreendimentos privados devem, desenvolver cursos de capacitação profissional aos jovens de 14 a 24 anos, por meio de isenção fiscal às instituições envolvidas que serão responsáveis por disponibilizar cursos como informática e assistente administrativo com o um período de estágio remunerado durante 6 meses e no fim do processo os envolvidos receberão o certificado de qualificação seu encaminhamento ao mercado de trabalho, a fim de mitigar a quantidade de jovens desempregados e a sem qualificação exigida no século XXI.