As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/12/2020

A Constituição Federal de 1988, por meio de seu artigo 6°, prevê o direito a emprego como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Todavia, não é possível observar tal ideal na prática, uma vez que as dificuldades que os jovens enfrentam para ingressar no mercado de trabalho dificultam a universalização desse direito social tão importante. Assim, entre os fatores que favorecem esse caso, destacam-se o descaso do Governo e a falta de qualificação profissional como promotores desse entrave.

Em primeira análise, é preciso salientar a escassez de medidas governamentais para combater o problema. Assim, o principal motivo para esse cenário é: a falta de qualificação profissional dos jovens no país. E, infelizmente, o Estado ainda não consegue reverter o fato supracitado, pois o jovem não é preparado desde cedo para ingressar no mercado de trabalho. Ainda, tal circunstância vai contra o que defende Platão, um dos maiores filósofos do ocidente, ele afirma que todo cidadão tem sua função na sociedade, mas ao observar-se a realidade, pode-se notar que os jovens são impedidos de realizar sua função.

Por conseguinte, é de extrema importância esclarecer o papel da Escola na resolução da problemática, pois  além de apresentar o conteúdo proposto, é seu dever preparar o adolescente para o convívio em sociedade. Nesse contexto, segundo a revista Exame, um dos principais motivos que corroboram para esse cenário é a inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige, e por conta dessa divergência, a probabilidade de um indivíduo entre 15 e 24 conseguir um emprego é de aproximadamente 35 por centro. Logo, é intolerável que esse cenário continue sendo realidade.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o problema. Para isso, é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, insira cursos profissionalizantes nas instituições de ensino, que preparem o jovem para o mercado de trabalho, e os transforme em  profissionais qualificados, por meio de aulas e vivências em grupos, com professores capacitados para isso. Dessa maneira, existirão cada vez menos dificuldades para inserir o jovem no mercado de trabalho, e o ideal constitucional será finalmente atingido.