As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não têm se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa análise dos fatos que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho pelos mais jovens. Nesse sentido, a taxa de desemprego entre as pessoas mais novas, mostra-se evidente, uma vez que, de acordo com a revista Carta Capital, 3 a cada 10 jovens com idades entre 15 a 24 anos, estão em busca de emprego. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos disfrute de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de qualificação dos jovens, como impulsionador da dificuldade dessa parcela da população em se tornar economicamente ativa no Brasil. Pois, segundo dados do jornal G1, apenas 61,6 milhões de pessoas com menos de 24 anos, encontram-se atualmente, com trabalhos formais e não precarizados. No entanto, tal realidade pode ser analisada sob a óptica de que, cada vez mais, as exigências mercadológicas e a formação educacional, caminham para lados opostos.  Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação repasse uma parte da verba orçamentária para a união e, por intermédio de parcerias público privado, ofertem cursos profissionalizantes para os estudantes das escalas públicas, em consonância com o ensino médio, a fim de facilitar o acesso desses jovens ao primeiro emprego. Assim, se consolidará uma sociedade mais igual, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.