As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/01/2021
O artigo 6º da Constituição Federal de 1988 estabelece a educação como direito social e dever do Estado. Na prática, a teoria é deturpada, pois nota-se a ineficiente inserção do público jovem no mercado de trabalho, a qual é dificultada pelo sucateamento do ensino básico e pelo ausente acompanhamento psicológico, desde a escola até a vida profissional desse segmento. Assim, dada a exigente civilização moderna e por assumir responsabilidades cada vez mais cedo, torna-se indispensável ao indivíduo a união entre civis e legisladores para a efetivação de medidas inclusivas.
Diante desse cenário, é digno mencionar a importância da educação de base para o enfrentamento da vida adulta. Nesse sentido, estudos da Neurociência comprovam que a absorção do conhecimento primário, pelas crianças, colabora com a formação do caráter delas. Por isso, a negligência estatal nas políticas de incentivo, como a manutenção do ensino arcaico - o qual se limita aos conteúdos pragmáticos -, tardea o aproveitamento de um acesso à informação mais abrangente nas escolas, com vistas à imposição de valores éticos e funcionais, os quais dariam à geração “Nem Nem” a necessária agilidade para compreender melhor sobre sociabilidade. Desse modo, medidas como essa são essenciais para a conquista da autonomia e de qualificação na escolha da área de trabalho desejadas.
Outrossim, a coexistência do ensino de habilidades técnicas e emocionais é imprescindível para o início da vida profissional. Consoante a essa afirmação, na série “O Gâmbito da Rainha”, a protagonista é uma mestre enxadrista que, mesmo após anos de aprimoramento na área funcional do jogo de xadrez, para tornar-se campeã mundial faltava-lhe uma peça fundamental: o controle de suas emoções. Assim como na ficção, o homem contemporâneo precisa de estabilidade nas suas áreas de convívio, as quais são, muitas vezes, impedidas por uma imposição inerente à sociedade do cansaço, assim definida pelo filósofo Byung-Chul Han, pois o excesso de autocobrança bloqueiam a habilidade do indivíduo de pensar racionalmente e, consequentemente, conseguir êxito nas suas obrigações.
Destarte, fica evidente a necessidade de superação dos desafios supracitados. Para isso, o Ministério da Educação deve direcionar capital que, por intermédio de um direcionamento de verbas, promova treinamentos mensais de instrução das habilidades sociais aos professores, - com a ajuda de mestres e doutores em Psicologia e T.I.-, para que sejam aplicadas nas salas de aula e formem cidadãos respaldados pelo saber. Ademais, a união entre empresas privadas e governos municipais deve dispor de estágios, ainda na fase estudantil, que conciliem a área de interesse de cada aluno e, por meio de testes nesses locais, como a multinacional Windows, disponha de pontuação extracurricular. Assim, o direito civil ditado no artigo 6° será consolidado.