As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/01/2021
O IBGE divulgou que em 2020, 31,5% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados. Esses números demonstram que as dificuldades encontradas pelos jovens para ingressarem no mercado de trabalho está presente de forma complexa na realidade brasileira. O problema é causado pela falta de ações do Governo Federal e também pela falha das escolas.
Em primeiro plano, deve ressaltar a ausência de medidas governamentais no sentido a combater os desafios que os jovens encontram ao buscarem um emprego. Nesse sentido, as diversas faltas de opções para essa população acabam por agravar diversos problemas sociais, tais como: a desigualdade e, infelizmente, a criminalidade. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que esses cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, outra causa para o problema é a lacuna educacional no que concerne a formação mercantil dos seus alunos. Segundo Kant, o homem é resultado da educação que teve. Nessa perspectiva, muitos estudantes saem das escolas defasados em diversos aspectos do mundo do mercado, tanto em atividades financeiras, como em habilidades sociais. No que tange os empecilhos da juventude em alcançar os seus empregos, verifica-se uma forte influência dessa causa, pois as instituições de ensino não tem cumprido seu papel, no sentido de reverter o problema, visto que não tem trabalhado a problemática nas salas de aula.
Portanto, uma intervenção se faz necessária. Para isso cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, a criação de mais escolas técnicas, a fim de diluir as dificuldades encontradas pelos jovens e a profissionalização desses para o mercado de trabalho. Para isso se faz necessário a contratação de profissionais da área da mecânica, contabilidade, psicologia, dentre outras. Com essas ações, espera-se que o Estado cumpra o contrato social, de John Locke.