As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/02/2021

A Constituição Federal, promulgada pela Assembleia Constituinte em 1988, assegura a todos os indivíduos o direito ao acesso ao trabalho e ao bem-estar social. Entretanto, atualmente, existem desafios aos jovens para se ingressarem no mercado de trabalho com excelência. Assim, fatores como o que contribui para a escolha de um curso de graduação, bem como as expectativas sobre construção de carreira e realização pessoal interferem na efetivação desse direito social.

É importante abordar, primeiramente, que a falta de amparo das instituições de ensino aos jovens em relação às futuras profissões é um fator agravante dessa questão. Nesse segmento, a ausência de palestras nas escolas, por meio dos profissionais de diversas áreas, com o intuito de instigar o senso critico dos alunos a escolherem, de forma mais assertiva e responsável, sua graduação do futuro, ampliando as dificuldades desse grupo em optar por alternativas corretas da faculdade a ser cursada. Ademais, a escassez do acesso aos testes vocacionais para essa camada, somado a falta de conhecimento sobre essas avaliações pelos adolescentes, intensificam a escolha incorreta das áreas. Dado isso, o Brasil afasta-se da utopia proposta por Thomas Morus, em que o filosofo propõe uma sociedade ideal e perfeita, evidenciando a necessidade de alteração da postura dos jovens e das instituições de ensino acerca da conduta a ser seguida para a definição do curso profissionalizante.

Não obstante, observa-se que após a Revolução Industrial, iniciada na década de 1930, o capitalismo influenciou na busca de profissões que possibilitassem uma ascensão de emprego e de status. Por conseguinte, tais atitudes refletem-se nos obstáculos que os jovens enfrentam ao escolher uma carreira, devido ao fato de que mesmo que eles gostem de certa área para se profissionalizarem, a sociedade estabelece estereótipos, como é o caso da Medicina e do Direito, em que torna-se comum os alunos optarem por cursos apenas por uma posição de relevância. À vista disso, é preciso mudanças no modo de escolha profissional dos púberes da sociedade para uma melhoria na qualidade de vida.

Em suma, é notório que o desvio profissional de jovens no Brasil é um problema crônico, representando um atentado ao que é prescrito constitucionalmente. Logo, é imprescindível que as escolas promovam palestras sobre as diversas profissões existentes, por meio de profissionais de alternativas áreas, com a finalidade de demonstrarem para os alunos o detalhamento de cada profissão, podendo, assim, instigar uma escolha correta e consciente acerca do curso a ser seguido. Paralelamente, o Ministério da Educação deve introduzir psicólogos nas escolas para os alunos do ensino médio, por meio de visitas semestrais desses especialistas, a fim de realizarem testes vocacionais, possibilitando uma apuração responsável a respeito do futuro emprego a ser decidido.