As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/03/2021

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6, garante o trabalho como direito social de todos os cidadãos. Nessa perspectiva, ao analisar as dificuldades dos jovens brasileiros para ingressar no ramo laboral, nota-se um abismo entre o ideal e a prática, o que gera índices absurdos de desempregados. Sendo assim, cabe citar a carestia em políticas públicas e a falta de investimentos na capacitação dos adolescentes nas escolas, como fatores que influenciam esse quadro.

A princípio, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desemprego dos jovens. Desse modo, as políticas públicas adotadas atualmente são inexequíveis, diante aos índices de desemprego que chegaram há 14 milhões no ano de 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, com a falta de serviço os jovens executam atividades informais e precárias. Em síntese, as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito de trabalho, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a lacuna na educação em preparar os adolescentes como o impulsionar da inatividade jovial. Conforme, o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, a inexperiência do adolescente devido à falta de investimentos na capacitação com requisitos básicos, como a produção de um currículo e o desenvolver dos meios tecnológicos corroboram para a situação atual. No entanto, conclui-se que, a falta de qualificação influencia negativamente na preparação dos jovens, sendo de necessidade imediata a reversão do quadro em prol da efetivação no mercado de trabalho.

Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas para mitigar o assunto em questão. Dessa maneira, deve o Ministério Público do Trabalho, responsável por fiscalizar as irregularidades trabalhistas, em parceria com o Ministério da Educação, elaborar cursos preparatórios, por meio das escolas e empresas, com horários incorporados na grade comum curricular, com o objetivo de auxiliar na capacitação dos adolescentes para o mercado de trabalho. Além disso, desenvolver políticas públicas exequíveis. A partir dessas ações, espera-se promover cidadãos preparados, com índices baixos de desempregados e reduzir as dificuldades dos jovens de ingressar no mercado de trabalho.