As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/03/2021

No desenrolar do documentário “Pro dia nascer feliz”, é retratada a história de diversos adolescentes que, após saírem das instituições escolares, encontram-se sem oportunidades trabalhísticas. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista as negativas e grandes dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Nesse sentido, esse fator, que deve ser eminentemente combatido, provém não só da omissão do Estado, mas também da desigualdade social.        A princípio, convém ressaltar a ausência de medidas governamentais que combatam o desemprego enfrentado pelos adolescentes. Tal fato ocorre, pois, ainda que na Constituição Federal de 1988 seja previsto o direito ao trabalho, a ausência de ações, como as campanhas, as quais incentivem os donos de grandes empresas a contratarem jovens, impede que essa norma constitucional, na prática, seja plenamente evidenciada. Nesse âmbito, nota-se a quebra do Contrato Social, proposto pelo filósofo Thomas Hobbes, o qual afirma que é dever do Estado manter a ordem e assegurar o cumprimento das leis. Em virtude disso, é inaceitável que esse cenário continue, visto que, devido à escassez de ofertas de emprego, muitos jovens ficam desmotivados a trabalharem, uma vez que, ao entregarem os seus currículos, não são chamados para serem empregados em nenhuma empresa, perpetuando as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado trabalhístico.

Ademais, convém observar a falta de acesso enfrentada por parte da população aos dignos meios trabalhistas. Nesse contexto, é errôneo afirmar que a desigualdade social provém do contexto hodierno, tendo em conta que com a transferencia da corte portuguesa para o Brasil, por volta de 1808, as pessoas que não era consideradas nobres ficavam responsáveis pelos ofícios pesados, dado que precisam servir os indivíduos pertencentes às classes economicamente favorecidas. Desse modo, no Brasil, diversos jovens, os quais não possuem grandes condições monetárias, enfrentam dificuldades para conseguirem empregos que não exploram, em virtude do pensamento preconceituoso que permeia, o qual relata que os desfavorecidos economicamente devem realizar apenas os trabalhos exaustivos. Logo, é inadmissível que esse nocivo dado ocorra, visto que a discriminação, a qual perpetuou por anos no Brasil, é extremamente danosa.

Portanto, compete ao Ministério do Trabalho - responsável pelos direitos nessa área - promover campanhas, cujo tema, em detalhe, seria “juntos para combater o preconceito no mercado de trabalho”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do governo federal. Essa ação possui a finalidade de aumentar o número de emprego para os adolescentes. Além disso, esse ministério deve incenetivar o aumento da disponibilização de vagas de emprego, nas grandes empresas, para os jovens.