As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/04/2021
Segundo Confúcio, filósofo chinês, antes do trabalhador exercer o seu ócio, ele deve melhorar o que nele o torna um trabalhador, isto é, o que a máquina capitalista exige para o poder empregar. Análogo a isso e frente a um atual cenário de desemprego em massa, o mercado de trabalho tem requerido aos indivíduos, que nele desejam ingressar, uma série de características educacionais e sociais, em razão da alta demanda para as poucas vagas existentes, que faz obrigatória, por sua vez, uma filtragem das pessoas que estão aptas a exercerem o cargo que encontram-se dispostas a ocupar. De modo a originar um cenário em que a experiência e as realizações acadêmicas são o que determinam a entrada em uma vaga de emprego ou não. Fazendo necessária, assim, uma análise delas como as responsáveis pela dificuldade de se conseguir um emprego por parte dos jovens.
Com base nisso, dados do IBGE apontam que 64,3% dos desempregados são pessoas jovens, que têm entre 14 e 24 anos, sendo uma das razões inferidas para tal estática, a falta de experiência, uma vez que há nas empresas uma incoerência entre querer contratar indivíduos com pouca idade e aceitar a falta de um primeiro emprego no currículo destes, fazendo com que eles nunca ganhem prática no mercado de trabalho. Configurando, então, um cenário de imposição externa, capaz de controlar a ação das pessoas ao determinar ou não a realização do sonho profissional delas.
Ademais, tem-se que o mercado de trabalho também impõe aos jovens que eles tenham cada vez mais conquistas acadêmicas, como é o caso da fluência no inglês e da obtenção de certificados de conclusão de cursos variados. De modo a padronizar o currículo das pessoas ao mesmo tempo que marginaliza elas, visto que quando não se sobressaem entre as demais, mostrando que tem o necessário para a vaga de emprego, são sujeitas ao descaso estatal, este devido à inatividade capitalista como proletários, conforme aponta a série da Folha, “Desigualdade Global”, em que os jovens são sujeitos à miséria devido ao fato de não conseguirem iniciar a sua carreira trabalhista.
Assim, faz-se dever das escolas, as quais são responsáveis por capacitarem os indivíduos para a hostil sociedade capitalista, mediante à elaboração de parcerias com algumas empresas, como a Caixa e o Banco do Brasil, o fornecimento de uma primeira experiência trabalhista para os futuros proletários, a fim, então, de capacitá-los para disputar uma vaga de emprego. Além disso, é necessário, também, que Ministério da Educação, insira cursos profissionalizantes no currículo básico nacional, tal como um curso de inglês voltado para mercado de trabalho, através do aumento da carga horária escolar anual, e com o objetivo de fazer os futuros trabalhadores atenderem às exigências da máquina capitalista, bem como de diminuir a taxa de desemprego entre os jovens.