As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/04/2021

“Ao final do período de prestação de serviço, o empregado receberá o pagamento das seguintes parcelas: remuneração, férias, décimo terceiro salário proporcional e repouso semanal remunerado.” À vista disso, de acordo com a lei trabalhista (13467), todo trabalhador é digno de direitos. Da mesma maneira, em questão as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, as empresas não estão satisfeitas com essas leis, já que elas favorecem muito mais os funcionários do que o empregador. Assim, é necessário estar atento as causas e consequências desse problema, como, a crise econômica que assola o mundo e o crescimento do trabalho informal, fazendo com que empresas não queiram empregar dentre essas leis.

Primeiramente, nota-se no mundo a entrada da globalização e digitalização devido ao aumento da tecnologia na vida das pessoas. E isso tem como efeito a crise econômica, que é um período de escassez do nível de produção, da comercialização e do consumo de produtos e serviços , tendo como efeito diminuição de produção, obrigando empresas a diminuírem gastos com a mão de obra. Esse comportamento pode ser comprovado pelo escritor Milton Santos, que afirma: " a globalização atinge ao mundo todo, mas não a todos lugares". Desse modo, percebe-se que a globalização exige menores custos de produção e maior tecnologia, não beneficiando todos de maneira uniforme e quando a mão de obra é menos qualificada, ela é descartada. Como consequência, o aumento do desemprego.

Outrossim, é importante ressaltar o crescimento do trabalho informal.  Já que é um tipo de trabalho desprovido dos benefícios como renumeração fixa e férias pagas, ocasiona de muitos lugares optarem por proporcionar esse encargo. Ademais, devido a esse tipo de trabalho ser por contra própria, o próprio fassalariado pode elaborar seu horário e decidir  o que laborar, facilitando ainda mais a decisão de se ter um trabalho informal. De acordo com o site O Tempo: “41,1% da força de trabalho, o que representa 38,4 milhões de pessoas, encontra-se na informalidade e supera o número de empregados com carteira de trabalho assinada – que ficou em 33,7 milhões”. Desarte, é muito mais vantajoso para as empresas optarem por jovens que desejam esse tipo de trabalho.

Portanto, diante dos aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação.  As empresas devem reduzir custos fixos de forma a minimizar o ponto de equilíbrio e eliminar desperdícios, diminuir despesas ou adiá-las, para que aja proatividade. Dessa forma, será possível garantir a diminuição da crise econômica e garantir a redução do desemprego dos jovens ingressantes no mercado. Afinal, conforme afirma o empresário Patrice Etlin: “Não estamos à beira do precipício (econômico), mas estamos perto”