As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 10/04/2021
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu art. 6º, o direito ao emprego como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades que os jovens enfrentam a tentarem vaga no mercado de trabalho, dificultando, deste modo, a universalização desse direito. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário uma observação dos fatores que favorecem esse quadro.
Na primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas para combater como inadequações entre a formação acadêmica e as exigências do mercado de trabalho. Nesse sentido, tal problema vai permeando entre uma sociedade e culmina em sérios agravamentos, além disso, têm-se que os levantamentos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), demonstou que 57% dos jovens com idade entre 18 e 24 anos estão desempregados. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que a juventude brasileira desfrute dos direitos constitucionais.
Ademais, é ponto fundamental para descontrole emocional dos jovens como impulsionador das adversidades encontradas por eles no Brasil. Segundo Milie Haji, gerente de projetos da Cia. de talentos de São Paulo, muitas vagas deixam de serem preenchidas porque faltam aos candidatos controle sobre as emoções durante o curso de um processo seletivo. Diante do exposto, as empresas optam pelos mais experientes para saltaram sobre os problemas anímicos supracitados e terem produtividade máxima. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de parcerias públicas-privadas, assegure o acesso dos jovens ao mercado de trabalho por meio de programas de integração empresa-escola a fim de dirimir as altas taxas de desemprego do público juvenil. Assim, consolidará-se uma sociedade mais progressista, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.