As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/04/2021
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º, o direito ao trabalho como inerente a todos os cidadãos brasileiros. Porém, tal prerrogativa não tem repercutido na prática ao observarmos as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Dessa forma, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuem para o caso, como a má formação educacional e a exigência de experiência por parte das empresas.
Em primeiro lugar, nota-se a ausência de medidas governamentais para combater a má formação educacional no Brasil. Nesse sentido, é visto que a educação pública não é de qualidade, uma vez que não prepara o jovem para o mercado de trabalho. Essa conjuntura, configura-se como uma violação do “contrato social”, uma das ideias pregadas pelo filósofo contratualista John Locke, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis, como o direito à educação.
Outrossim, é fundamental apontar a exigência de experiência como requisito para o primeiro emprego como impulsionador das dificuldades enfrentadas pelo jovem em busca de emprego. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apenas 43% dos jovens estão inseridos a mais de 12 meses no mercado de trabalho. Diante do exposto, é dado que metade dos jovens ainda estão em busca de oportunidades de trabalho. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessário que o Ministério da Educação, invista no ensino básico, por meio de capacitações para o mercado de trabalho, como a implementação do curso técnico no segundo grau segundo grau. A fim de preparar o jovem para o mercado de trabalho. Fazendo isso, o Estado estará cumprindo seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.