As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 13/04/2021

A participação dos jovens no mercado de trabalho

A busca por um primeiro emprego para jovens de 15 a 24 anos, torna-se muito estressante e difícil ao mesmo tempo, pelo fato de que as empresas estão proporcionando mais chances para pessoas mais experientes no mercado de trabalho.

Segundo uma pesquisa feita pelo PME, em 2006, jovens entre 15 e 20 anos que estão um ano desempregados, têm uma probabilidade de 36% de conseguir um emprego, sem ter experiência nenhuma no mercado de trabalho, já os jovens da mesma idade, mas com de trabalho, possuem 56% de chance de conseguir um emprego depois de um ano desempregado, e as pessoas de 25 a 65 anos, têm uma probabilidade de 51% de chance de conseguir um emprego depois de ficar um ano sem trabalhar.

Esses estudos mostram que a maioria das empresas preferem pessoas com experiência em sua equipe de trabalho a pessoas jovens que entraram a pouco tempo no mercado de trabalho, e isso acontece pelo fato das empresas exigirem um nível acadêmico bem desenvolvido, para não terem problemas futuros relacionados ao seu faturamento e desempenho. A crise econômica, a rotatividade, a falta de qualificação, a alta informalidade do mercado de trabalho e, principalmente, a desigualdades e a falta de uma política nacional de emprego são alguns dos principais motivos para a alta taxa de desemprego entre os jovens, pontua o economista do Departamento Intersindical.

Com isso, o desemprego de jovens no Brasil é de 30%, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, e os mesmos jovens têm uma probabilidade de 64% menor de quem já trabalha e 70% menor que dos adultos, segundo o IPEA. Nos países desenvolvidos, a busca por jovens alta geração vem elevada, já nos países subdesenvolvidos e emergentes houve um aumento nos trabalhos de baixa qualidade, segundo o site Carta Capital.

Para combater esse alto nível de desemprego de jovens no Brasil, como empresas podem investir mais e dar mais valor para o programa jovem aprendiz, disponibilizando cursos para profissionalizar e deixar o funcionário mais habituado possível para ingressar na empresa, com muito conhecimento e trazer muitos benefícios para a empresa, pois segundo o professor Renato Alves, o conhecimento é a moeda mais forte existente na atualidade.