As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 17/04/2021
O investimento em novos profissionais não é valorizado. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 31% dos jovens entre 18 e 24 anos estão desempregados. Isto mostra um desperdício de mão de obra atualizada. Ainda que haja muitas vantagens em treinar recém-formados, esse grupo tem enfrentado dificuldades em ingressar em suas profissões. Ademais a falta de disposição em proporcionar treinamentos, que é uma forma de investir no futuro das empresas, também impede esses indivíduos de terem uma renda e de adquirir experiência.
Caso seja visado apenas o lucro a curto prazo, há grande chances de impossibilitar muitas oportunidades. Contratar pessoas que já possuem anos de experiência, é mais vantajoso em um primeiro momento para as empresas e por isso é comumente cobrado este requisito. Porém, esta tendência dificulta o ingresso de jovens no mercado de trabalho visto que diminui as chances de serem contratados. Os resultados negativos também se estendem às corporações que perdem a brecha para contratar alguém que possa trazer novidades e se adaptar mais facilmente às mudanças. Assim sendo é necessário reajustes neste cenário.
Uma vez que se exige experiência como requisito principal, atrasa-se a entrada dos novos profissionais. Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 57% dos jovens estão desempregados a mais de um ano. Nesse tempo há estrema dificuldade em conseguir prática, além disso a falta de renda ou de trabalho formal também são problemas que esses indivíduos enfrentam, impossibilitando a independência financeira e impedindo-os de participar da economia do país direta e ativamente. Em adição, a falta de execução dos aprendizados dos cursos prejudica a capacidade de exercerem as atividades, por falta de desenvolvimento nessa longa pausa. Enfim essa situação precisa ser revertida.
Portanto a dificuldade está principalmente na forma de seleção e contratação assim prejudicando o início de carreira desses jovens. Logo para haver mudanças é necessário que o Ministério da Economia em conjunto do Ministério da Educação incentive a inclusão desse grupo no mercado de trabalho incentivando as empresas a apoiar e valorizar o estágio, dando mais peso e preparo a essa atividade durante e após o curso e com possíveis efetivações, além de dar mais proximidade entre as matérias e sua execução na área profissional com a finalidade de prover mais experiência a esses indivíduos.