As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 24/04/2021
Segundo o filósofo pré-socrático Heráclito, tudo é fluido e está em constante movimento. Nesse sentido, a premissa filosófica pode ser relacionada às características do mercado de trabalho ao longo dos últimos anos: a inovação e a não permanência. Desse modo, a falta de orientação na adolescência e a preferência por jovens qualificados configuram impasses no enfrentamento do público juvenil diante das mudanças recorrentes do mercado de trabalho. Assim, deve-se discutir os aspectos políticos e sociais vinculados ao tema, em prol do bem coletivo.
Dito isso, em primeiro lugar, deve-se afirmar que a defasagem no âmbito educacional contribui para a carência de orientação profissional nas escolas. Nesse contexto, é válido citar o filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, que conta a história de um professor não convencional e que possui um papel importante ao incentivar os alunos a construírem um pensamento autônomo. Dessa maneira, a narrativa apresenta pela obra cinematográfica não revela as características da educação na realidade, visto que o ambiente educacional não prepara os alunos para a vida e repassa apenas o conhecimento formal. Logo, a ausência de um auxílio nas escolas que foque no estímulo do autoconhecimento contribui para que os jovens adquiram dificuldades ao se inserirem no mercado de trabalho.
Em segundo lugar, é importante salientar que a exigência por qualificação é outro obstáculo presente na construção da carreira profissional dos jovens. Diante disso, a série de TV brasileira “As Five”, retrata a problemática com a personagem Lica, uma jovem que inicia no mercado de trabalho com dificuldades em ser admitida por não possuir experiências. Essa realidade é ocasionada pela falta de recursos para profissionalizar os jovens antes de ingressarem no mercado de trabalho, de modo que as pessoas escolhidas são as que tiveram mais oportunidades de se destacar. Assim, a população periférica é a mais prejudicada, visto que normalmente não atendem as preferências determinadas pelo mercado de trabalho.
Portanto, os impasses adquiridos pelos jovens para se iserirem no mercado de trabalho devem ser combatidos. Para isso, o Ministério da Educação deve exigir que as escolas orientem os alunos para a vida profissional, por meio de feiras que abordem as possibilidades de cursos e a importância do autoconhecimento, com o auxílio de psicólogos, a fim de que os estudantes iniciem a carreira profissional preparados. Além disso, o Governo Federal deve ampliar os cursos profissionalizantes, para que os jovens passem a ser mais qualificados. Assim, o corpo social se tornará próximo do bem coletivo.