As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 21/04/2021

A Crise Econômica de 2008 ocorrida nos EUA com o chamado “Estouro da Bolha Imobiliária” que aumentou o valor dos imóveis mas não houve aumento proporcional à renda da população afetou diretamente os países vizinhos e aliados.

Como consequência houve na época uma forte instabilidade financeira que expôs as deficiências e necessidades crescentes na organização e manutenção do mercado de trabalho no Brasil contemporâneo no momento em que vivia a crise.

Visando a economia e establecendo o contato fundamental da educação na formação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, avista-se que ainda há muitas falhas nesse sistema de contratação que tende a selecionar com base em fatores que excluem e dificultam essa inserção desse grupo que corresponde à geração Z (nascidos por volta de 1990 até 2010)que entre inúmeras qualidades possuem facilidade ao acesso e manejo da tecnologia, e possuem uma inquietude proveniente da dificuldade de encaixar-se e em primeiro momento sofrem uma repulsa ao encarar o mercado e já não terem bagagem de vivência prescrita,onde entra o chamado Paradoxo da Experiência, que por meio de anúncios de emprego para jovens,racionalizam as vagas e destinam somente a candidatos com dada experiência, tangendo os jovens por dinâmicas de exigência de trabalho. Além de contar com fatores externos que contribuem com a evasão escolar e pouca capacitação seja por desinteresse, ou por um sistema público de educação falho ou também na grande maioria dos casos essa desistência provém da necessidade precoce de trabalho como renda familiar extra e a necessidade de manter-se.

A Constituição afirma em termos claros que a educação deve garantir cidadania e preparar para o mercado de trabalho entrando em relevância nesse trecho uma afirmação do filósofo Jean-Paul-Sartre que acredita que as escolas devem promover a autonomia de seus estudantes, no entanto, essa autonomia e cidadania citada muitas vezes não é exercida e muito menos essa formação para o mercado de trabalho, visto que, o ensino fundamental e médio convencional só garantem ao estudante que o conclui,um diploma, o que por sua vez, não asseguram um ofício.

A ampliação de projetos de emprego ao jovem e que não delimitem vagas de acordo com a experiência adquirida, reforço de engajamento e incersão de menor aprendiz, cursos de capacitação, investimento em escolas de ensino técnico como os institutos federais ofertado pelo MEC facilitando o ingresso rápido ao mercado de trabalho são meios alternativos de resolver esse impasse que ainda trava o desenvolvimento do mercado, assim como estratégias governamentais de incentivo a empresas que oferecem oportunidades, em troca disso havendo a redução de impostos e incentivos fiscais.