As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/08/2021
A hostilidade do mercado de trabalho aos jovens.
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito ao emprego como inerente ao cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem ao mercado de trabalho. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro e de seus efeitos.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o desemprego que assola o público supracitado. Nesse sentido, tal parcela da população se encontra sem o auxílio do Estado e diante de uma sociedade que, em geral, prioriza a população de idade mais avançada, pois possuem uma maior experiência laboral. Essa conjuntura, segundo o filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma quebra do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que o cidadão desfrute de direitos indispensáveis, como o emprego, o que, infelizmente, é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que uma das consequências do avanço desse contexto na sociedade é o aumento da desigualdade social, a fuga do mercado formal para o informal. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o grau de dificuldade associado a um cargo no mercado formal faz com que o jovem busque por outras vias de obtenção de renda no mercado informal e, em alguns, no mundo do crime e do tráfico de drogas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esse problema social. Para isso, é de suma importância que o Estado, por intermédio de campanhas, dialoguem com instituições públicas e empresas privadas oferecendo benefícios ao contratar mão de obra juvenil a fim de minimizar os empecilhos relacionados ao ingresso na esfera laboral.