As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 28/05/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita caracterizada pela ausência de conflitos. Entretanto, o que ocorre na realidade contemporânea é o oposto do que é pregado pelo autor, afinal, as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho apresentam barreiras que nos distanciam dos planos de More. Esse cenário é fruto não só da falta de qualificação voltada às exigências do mercado de trabalho como também do despreparo emocional dos jovens. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, afim do pleno desenvolvimento da sociedade.

Primeiramente, é importante destacar que a falta de qualificação profissional dos jovens deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação do estado existem poucos cursos profissionalizantes que ajudem tanto no aspecto de experiências como no de aprendizagem, e sendo assim, aqueles com baixa renda ficam impossibilitados de obter a qualificação necessária para um emprego estável. Assim sendo, faz-se necessário a reformulação urgente dessa postura para que então tenhamos aumento de empregos para os jovens.

Ademais, é vale ressaltar a dificuldade de controlar o emocional como promotor do problema. Constata-se que, a falha ao se tratar do modo de se portar e lidar com frustrações em qualquer tipo de ambiente prejudica-os grandemente, pois, além da ansiedade e frustração de uma entrevista de emprego e de um trabalho formal existe o medo de não consegui-lo e ter que optar por um informal. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que esse despreparo contribui para a continuidade do quadro.

É necessário, portanto, que as escolas em consonância com o Estado atuem de maneira incisiva, com o intuito de mitigar o problema. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação deve realizar a incrementação de escolas profissionalizantes, por meio da implementação de cursos, com o objetivo de qualificar e dar experiência de trabalho. Ademais, compete ao Estado o papel de criar novas formas para que haja novos empregos e incluir projetos que tratem do emocional dos jovens, através de leis para que existam mais vagas de empregos e por meio da mídia e das escolas para que o controle e a saúde emocional sejam alcançados . Desse modo, atenuar-se-á, a médio e longo prazo, o impacto nocivo da falta de emprego para jovens, e a coletividade alcançará a Utopia de More.