As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 24/04/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e o Estado e a família devem promover, além de incentivar, as práticas curriculares. Assim, o ensino é um mecanismo para superar os desafios e as inseguranças que o mercado de trabalho apresentam. Desse modo, medidas necessitam ser tomadas para direcionar a classe juvenil para a realização profissional.
De fato, uma mudança na mentalidade dos jovens é essencial, uma vez que eles enxergam as instituições de ensino como um dificultador para as realizações pessoais, resultando na busca pelo trabalho braçal. Indubitavelmente, o conceito de “Educação Libertadora”, do educador brasileiro Paulo Freire, é fundamentada na autonomia ao pensar e ao expor críticas construtivas para a comunidade. Por essa conjuntura, o papel da família e da escola, como formadores de opinião, é imprescindível, pois a união desses grupos servem para estimular a construção psicossocial do indivíduo, garantindo seu posicionamento nas adversidades profissionais.
Outrossim, a improficuidade estatal em garantir os direitos básicos do cidadão é evidente. Além disso,a pressão social exercida desde a infância,com a pergunta, “o que você quer ser quando crescer?”, solidifica-se na maturação do adolescente, principalmente na transição para fase adulta. Por conta disso, a concepção de “Coerção Social”, do sociólogo fracês Pierre Bourdieu,apoia-se na relação entre indivíduo e sociedade existe um complexo de poder e de influência. Nessa perspectiva, é visível que os números de doenças mentais entre jovens aumenta,por exemplo a ansiedade e a depressão,haja vista que seu futuro é planejado pelo meio.
Portanto, para respeitar efetivamente os princípios constitucionais relativos à realização pessoal,compete ao Estado promover,nas escolas públicas e privadas,a incrementação da disciplina “Autonomia Construtiva”,mediante o Ministério da Educação,a fim de garantir a orientação pedagógica na formação dos jovens, por intermédio do acompanhamento profissional e do núcleo familiar.