As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/04/2021

Com o avanço das novas tecnologias e os complexos sistemas baseados em algorítimos, as exigências para a entrada no mercado de trabalho são cada vez maiores. No entanto, mesmo com o domínio dessa área pela geração Y e Z, o desemprego tem crescido exponencialmente, tornando o Brasil o 33º pais que menos emprega jovens de 18 a 29 anos no mundo, segundo dados da revista The Economist. Diante disso, fica clara a necessidade de políticas públicas que busquem corrigir essa problemática social, proporcionando a qualificação e a inserção no mercado de trabalho dessa juventude que tem tornado-se invisível perante o Estado.

Em primeira análise, a falta de qualificação profissional é um dos principais vetores de agravamento desse problema. Segundo uma reportagem publicada na revista Veja, do ano de 2018 para 2019 houve uma redução de 37% no número de vagas em cursos técnicos no Brasil. Além disso, a notícia alerta para o sucateamento das universidades públicas que tiveram suas verbas reduzidas drasticamente nos últimos anos. Tais fatos ressaltam a necessidade de uma mudança nesse cenário, visto que a educação é o pilar principal para o campo profissional.

Outrossim, a experiência é outro ponto decisivo na hora de uma seletiva para contratação em uma empresa. Isso pode ser exemplificado em uma matéria exibida no programa Fantástico, no qual três engenheiros disputavam uma vaga em uma indústria, sendo que o mais experiente foi o contratado. Tais fatos podem ser relacionados com um conceito do filósofo Karl Marx - “a coisificação do ser humano” - ou seja, o trabalhador mais aperfeiçoado é o escolhido para tal trabalho.

Portanto, fica evidente que é preciso uma mudança nessa dicotomia social grave. Para isso, o Ministério da Educação em conjunto com o setor privado, devem desenvolver um programa de ensino técnico para jovens de 18 a 29 anos, por meio das escolas como Senai, no qual sejam direcionados para o mercado de trabalho ao final de sua especialização, com uma remuneração digna e um plano de carreira, para que assim haja uma diminuição no número de desempregados dessa faixa etária. Somente assim será possível que a geração Y e Z tenha a oportunidade de carreira profissional de forma igualitária.