As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/05/2021
Durante o governo do Getúlio Vargas, foi sancionada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com o intuito de regulamentar as relações individuais e coletivas do âmbito trabalhista. Entretanto, apesar de tal progresso, nota-se que, no Brasil, ainda enfrentam-se adversidades nessa esfera, como é o caso das dificuldades de ingresso dos jovens no mercado. Nesse sentido, percebe-se que isso decorre da ausência de habilidades pessoais e sociais exigidas pelo mercado de trabalho, bem como devido a grande competição existente no mundo hodierno. À luz desse cenário, urgem medidas para mitigar os problemas em questão.
Sob essa perspectiva, ressalta-se que a carência de aptidões necessárias, como exemplo “networking” e conhecimentos acerca de economia, configuram-se um dos fatores responsáveis pela dificuldade de ingresso dos jovens no trabalho. Isso ocorre em virtude da priorização da aprendizagem nas escolas de disciplinas científicas, como química e física. Desse modo, conteúdos relacionados à vida cotidiana ficam relegados a segundo plano, o que faz com que os indivíduos careçam de competências exigidas na vida social. Assim, evidencia-se que esse fato corrobora a teoria do educador brasileiro Paulo Freire, o qual reitera que a educação no Brasil funciona como uma “educação bancária”, visto que atua de modo a depositar conhecimentos específicos nos sujeitos. Dessarte, isso acarreta na redução de conhecimentos de outros âmbitos e, por sua vez, reduz a concepção crítica e as oportunidades. Posto isso, revela-se a importância de ações para modificar esse contexto.
Outrossim, outro aspecto relevante no que tange à problemática refer-se a forte concorrência atual do setor trabalhista. Isso pois, a partir do surgimento da Revolução Técnico-Científico-Informacional, o mercado passou a exigir progressivamente melhores qualificações para a contratação de funcionários, já que boa parte dos empregos atuais são relacionados à tecnologias. Dessa maneira, esse quadro faz com que os sujeitos mais favorecidos financeiramente busquem cada vez mais formas de se qualificarem, o que tende a fazer com que os jovens brasileiros desfavorecidos não alcançem as exigências para essas vagas. À vista disso, enfatiza-se que esse quadro é prejudicial aos jovens, já que acarreta em consequências desfavoráveis decorrentes do desemprego.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, como órgão máximo relacionado ao âmbito educacional no Brasil, em parceria com o Ministério do Trabalho, promover a inserção do aprendizado de habilidades exigidas pelo mercado de trabalho, por meio da oferta de cursos qualificadores, de modo a acrescentar competências nos currículos dos jovens, a fim de reduzir as dificuldades apresentadas e minimizar a concorrência e, consequentemente, possibilitar o alcance desses as vagas ofertadas,