As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 07/05/2021
O jovem encontra, no Brasil, uma série de empecilhos na tentativa de ingressar no mercado de trabalho. Essa comprovação pode ser corroborada por meio de dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os quais demonstram que o número de jovens desempregados a mais de um ano, ultrapassa 50% da população com idade entre 18 e 24 anos. Nesse contexto, o jovem entrando no mundo dos negócios é um desafio, e persiste devido não só à falta de conhecimento sobre esse mercado como também ao individualismo.
Convém ressaltar, a princípio, que o desconhecimento sobre o funcionamento do mercado de trabalho é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: Se os jovens não adquirem informações sérias sobre como o mercado de trabalho funciona, sua visão será limitada, o que dificulta a resolução desse impasse.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão do individualismo dessas pessoas. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. A tese do sociólogo pode ser observada de maneira típica na realidade brasileira, no que tange à dificuldade dos jovens em aceitar que é preciso passar por etapas exigentes do ínicio de uma carreira, para enfim alcançar suas aspirações.
Portanto indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. É fundamental, portanto, que o MEC deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais do órgão, por meio de entrevistas com trabalhadores que atingiram suas metas e especialistas no assunto com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. A partir dessas ações, espera se promover a construção de um mercado de trabalhe que abrigue a todos.