As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/05/2021
Realidade de abandono
De acordo com o IBGE, no último trimestre de 2020, o Brasil bateu desemprego recorde de 13,9%, sendo que apenas 30% eram de jovens entre 18 e 24 anos. Assim, é possível afirmar que, com o aumento no número de desemprego, a faixa etária que mais sofre é a que está prestes a entrar no mercado de trabalho. Nesse sentido, é necessário identificar os fatores que dificultam essa inclusão. Logo, cabe discutir não só a falta de incentivos federais, mas também a precarização do trabalho.
Primeiramente, o principal aspecto a ser levado em consideração tem como fundamento a necessidade de fundos na geração de empregos. De acordo com Aristóteles, o princípio da isonomia é o dever de um governo de promover a igualdad de oportunidades, tendo como meta o bem estar geral do povo em uma democracia. Dessa forma, com a falha do Estado brasileiro em garantir a isonomia, a desigualdade social atinge a população, e muitos jovens precisam trabalhar para complementar a renda familiar. Assim, a falta de geração de emprego, que atinge majoritariamente os jovens, aumenta a desigualdade e mantém a população em condição de pobreza. Portanto, ao não se adotar medidas de inserção do jovem no mercado de trabalho, não se conclui o principio da isonomia de Aristóteles.
Outro ponto de vista relevante para sedimentar a problemática reitera-se na precarização do trabalho. De acordo com a Revista Fórum, 80% dos jovens brasileiros que trabalham estão em condições precárias de emprego. Nesse sentido, devido à sua enorme precarização, como com o aumento de empregos em entregas de aplicativos, o ingresso no mercado de trabalho formal é dificultado e os direitos dos trabalhadores jovens são precarizados. Desse modo, a porcentagem deles no trabalho informal, que já é alta, tende a aumentar. Logo, fornecer condições dignas ao ingressar no mercado de trabalho é fundamental, seja para formá-los melhor como profissionais, seja para aumentar sua inserção nesse.
Por conseguinte, faz-se necessário estabelecer parâmetros de organização para combater tanto a falta de investimentos quanto a precarização desses trabalhadores. Destarte, compete ao Governo Federal, por meio de mais investimentos em geração de empregos, aumentar a inserção de jovens no mercado de trabalho. Essa ação deve ser realizada a partir do aumento no número de cursos profissionalizantes que garantam emprego e renda dignos para trabalhadores entre 18 e 24 anos, com a finalidade de facilitar o seu ingresso na realidade trabalhista. Outorgadas tais mudanças, a realidade dos trabalhadores jovens não será de abandono, como demonstrada no gráfico de desemprego pelo IBGE.