As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 13/09/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos para os jovens ingressarem no mercado de trabalho encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, a ausência de oportunidade em consonância com a falta de tecnologia são os principais pilares para esses conflitos.

Primeiramente, vale ressaltar a escassez de chances como perpetuador do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das empresas brasileiras não contraram pessoas sem experiências ou indicações. Por esse viés, denota-se que os jovens enfretam muitos problemas para encontrarem o primeiro emprego, já que as indústrias priorizam as pessoas mais velhas com maior prática em efetuar determinada atividade. Assim, os juvenis sem trabalho fomentam o desemprego social.

Ademais, vale salientar a ausência de informática como impulsionadora da problemática. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua análise da sociedade, desenvolvimento tecnológico tende a promover isolamento de classes mais vulnéraveis. Sob essa ótica, os jovens que possuem baixa renda são marginalizados, pois não possuem condição social para pagar um curso preparátorio de tecnologia.

Portanto, com intuito de mitigar as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Educação reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, ensinariam as pessoas a usarem a tecnologia. Além disso,  é mister a mídia divulgar a importância que têm o primeiro emprego. Somente assim, a Declaração Univeral dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.