As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 20/05/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a dificuldade dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de experiência dos mesmos quanto da falta de oportunidade que os estabelecimentos dão. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a dificuldade dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, os jovens tentam entrar no mercado de trabalho sem experiência para chegarem desempenhando sua função ativamente nos trabalhos que desejam exercer. Desse modo, é necessária a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Faz-se mister, ainda, salientar a falta de oportunidade dada aos jovens pelos trabalhos formais e informais como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polônes, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI, diante de tal contexto, os jovens apresentam dificuldade em adquirir experiência, já que não recebem oportunidades de emprego no cenário atual.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Trabalho, será revertido na criação de leis que favoreçam o inserimento dos jovens nos trabalhos formais e informais para que adquiram experiência e se tornem bons profissionais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da dificuldade dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho, e a coletividade alcançará a utopia de More.