As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/05/2021

Segundo pesquisas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), nos anos de 2014 a 2019, cidadãos entre 15 e 19 anos perderam 14% de sua renda proveniente do trabalho. Tal fato ratifica a ideia de que o jovem brasileiro enfrenta, diariamente, desafios para a entrada e permanência no mercado de trabalho. Este problema é corroborado por inúmeros fatores, dentre eles, a preferência dos contratantes por empregar pessoas com experiência, além da falta de um sistema educacional favorável.

Primeiramente, é necessário evidenciar que grande parte dos empregadores procuram por pessoas tarimbadas para a ocupação de cargas, visto que o custo de um funcionário habilitado para função necessária, é exatamente o mesmo de alguém que recém está começando no mercado de trabalho. Logo, jovens que estão iniciando no ramo das atividades trabalhistas são protelados, e muitas vezes acabam em subempregos ou desempregados.

Em segundo plano, é inegável que o sistema educacional brasileiro apresenta uma carência de ensino, posto que, na grande maioria das instituições educacionais os alunos não são estimulados, muito menos instruídos sobre a inserção no mercado de trabalho. Desse modo, cria-se um cidadão inexperiente e, por via de regra, incapaz de ocupar uma vaga de emprego.

Considerando os fatos supracitados, é imprescindível que o governo federal promova políticas públicas destinadas ao combate de, pelo menos, uma parcela dos desafios aludidos, como por exemplo, incentivos fiscais às empresas que contratarem jovens. Além disso, o MEC (Ministério da Educação) deve viabilizar um aprimoramento dos estudantes, através de palestras informacionais sobre o ramo trabalhista e cursos profissionalizantes, para que assim, a conquista de emprego de um adolescente torne-se algo acessível.