As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/05/2021

O calvinismo, vertente religiosa protestante, acredita que o trabalho é um caminho para ser abençoado e salvo por Deus. Nesse sentido, é perceptível a importância dada ao trabalho nas mais variadas culturas. Contudo, apesar desse fato,  desemprego é recorrente no Brasil, principalmente, entre os jovens. Dessa forma, a falta de experiência e de preparo para o mercado de trabalho podem ser considerados fatores que impulsionam essa problemática. Logo, é essencial analisar essas questões para que uma solução cabível seja executada.

Diante do exposto, é importante compreender como a ausência de experiência laboral entre a juventude é um fator impulsionador desse óbice. Segundo o sociólogo Karl Marx, o lucro é o objetivo principal das ações capitalistas. Sendo assim, as empresas vigentes no capitalismo visam a maior arrecadação possível. Consequentemente, elas buscam empregados eficientes , o que muitas vezes é vinculado com os anos de experiência no ramo trabalhista. Desse modo, os jovens são frequentemente excluídos dessas oportunidades de emprego.

Ademais, cabe pontuar também como a preparação para as vagas de emprego influencia nessa questão. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Sob essa lógica, é nítido reparar na participação das escolas na formação técnica e moral dos indivíduos. Dessa maneira, a carência na abordagem de assuntos como falar em público, informática, liderança e trabalho em grupo, pelas instituições de ensino, podem prejudicar a inserção dos adolescentes e adultos no mercado ocupacional trabalhista, pois geralmente esses são requisitos fundamentais para conquistar vários ofícios.

Portanto, faz-se imprescindível a mudança desse insatisfatório panorama. Para isso, o Ministério da Educação, extensão governamental responsável pelo sistemas educaional, deve auxiliar na preparação  dos jovens no mercado de trabalho, por meio da  ampliação das disciplinas da grade curricular das escolas brasileiras, como também da promoção de cursos técnicos gratuitos voltados para esse grupo. Tudo isso precisa ser feito com intuito de reduzir os índices de desemprego e possibilitar a independência financeira da parcela populacional mais nova, o que está de acordo com a corrente calvinista.