As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 31/05/2021
De acordo com o IBGE, o PIB do Brasil houve uma queda de 4,1% no ano de 2020, em consequência disso, há cortes nos setores públicos para equilibrar os défices e diminuindo ainda mais as ofertas de emprego. Nesse contexto, as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho requer especial atenção. Nesse bojo, cabe analisar o modo como a educação brasileira influencia na qualificação de profissionais, bem como o fenômeno de desemprego estrutural.
A princípio, a contemporaneidade pede profissionais altamente qualificados, porém a educação brasileira tem muita dificuldade na conclusão dessa demanda. De acordo com o filósofo Émile Durkheim, há uma tendência para a fragmentação do trabalho, no que gera especialização em suas funções e interdependência entre os membros, porém a educação brasileira vai em contramão a essa tendência ao evidenciar que o Brasil ocupa o último lugar no fator educação no ranking WCY “World Competitiveness Yearbook”. Por meio dessa ótica, fica claro que os profissionais são reflexo da educação do país, logo, com a educação em níveis precários, geram-se profissionais pouco qualificados para atuação.
Outrossim, nota-se que os empregos formais estão sendo substituídos por máquinas. Nessa visão, com o avanço das tecnologias, surge uma problemática contemporânea chamada desemprego estrutural, no qual consiste na substituição do homem por máquinas para executar determinas funções, exemplo desse movimento é a substituição dos cobradores por catracas eletrônicas nos transportes coletivos. Por meio dessa ótica, os jovens apresentam mais dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, pois, nesse contexto, a tecnologia diminui a oportunidade de emprego, gerando para os novos profissionais mais competitividade para conseguir uma vaga nos empregos que ainda restaram.
Conclui-se, portanto que caminhas são necessários para minimizar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Logo, cabe ao Estado - agente provedor da aducação- maior atenção ao setor da educação pública, de modo a liberar mais verbas para projetos estudantis e patrocínio dos alunos e pesquisas, com a finalidade de desenvolver e criar oportunidades para os jovens estudantes brasileiros. Ademais, cabe às empresas que causam o desemprego estrutural, o reaproveitamento de seus empregados, de modo a requalifica-los e agrupa-los em outras funções, com o fito de amenizar porcentagem de pessoas desempregadas no Brasil.