As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/05/2021
No século XVIII - período em que marca o início da primeira revolução industrial-, as crianças eram colocadas desde pequenas para ajudarem seus pais com as atividades dentro das fábricas. Diante desse cenário, todos cresciam preparados para as necessidades em que o mercado exigia, por estarem integrados nos setores empregáveis. Hodiernamente, nota-se que, ainda que novas concepções de infância foram criadas, uma grande parte dos jovens se encontram desempregados. Nesse sentido, cabe analisar como os conteúdos digitais e a falta de preparação escolar influenciam nesse contexto.
A princípio, vale salientar que, devido ao elevado desenvolvimento técnico-científico na atualidade, os setores empregáveis exigem novas habilidades em comparação às requeridas no passado. À vista disso, mesmo que a juventude contemporânea seja a geração mais integrada aos meios tecnológicos, os conteúdos vistos por eles, em sua maioria, não contribuem para o seu desenvolvimento pessoal. Nessa perspectiva, segundo pesquisas feitas pelo site do UOL, a maioria das pessoas que utilizam o celular mais de 9 horas diárias possui problemas mentais e emocionais. Desse modo, por essa parcela da população não obter um autocontrole e não transmitirem confiança nas entrevistas, as empresas não os contratam, visto que eles são mais passíveis de não atingir o rendimento esperado.
Outrossim, é indispensável postular que os modelos de ensino do mundo hodierno não são eficazes no que tange à construção individual dos seus alunos. Torna-se clara essa afirmação ao analisar que os sistemas educacionais focam muito em matérias conteudistas, ao invés de trabalhar competências socioemocionais e técnicas, analisando as tendências atuais, para preparar toda a população para o contexto do mundo do trabalho contemporâneo. Sob essa ótica, Émile Durkheim - importante sociólogo- defendeu que o papel da escola é desenvolver na criança estados físicos e morais que são requeridos pela sociedade política no seu conjunto. Assim, é necessário o incremento de aspectos profissionais nas aulas desde o período infantil para auxiliá-los na aquisição de empregos.
Portanto, urge que o Governo, na figura do Ministério da Educação, responsável pelas mídias disseminadas no país, crie um projeto que divulgue em todas as redes digitais conteúdos que auxiliem os usuários a se encaixarem no perfil profissional exigido dos jovens. Essa ação contará com testes nos usuários, dicas e cursos, com o intuito de prepará-los para o mundo do trabalho. Ademais, é necessário que o mesmo órgão reavalie as diretrizes escolares, e acrescente aulas com psicólogos que auxiliem os alunos obterem um autocontrole pessoal e socioemocional. Isso será atendido juntamente à nova proposta do ensino médio, direcionando os alunos às áreas específicas que desejam atuar. Dessa forma, os jovens terão mais chances de alcançar êxito profissional.