As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/06/2021
O mundo que é assolado por frequentes crises como a de 2008 e a de 2020 com a pandemia, tem atrelado a si frequentes altos índices de desemprego, o que torna por si só, um mercado de trabalho mais saturado, seletivo e desafiador. Em adição, a falta de experiência e a dificuldade de consiliar os estudos para sua qualificação, agem como barreira para os jovens que iniciam suas jornadas para a vida independente.
Primeiramente, vale destacar que com o grande número de desempregados, o mercado torna-se mais seletivo para a ocupação do cargo, que tem preferência por mentes mais conservadoras e acostumadas com as rotinas do serviço diário. A exemplo disso, evidencia-se que 16% dos desempregados no Brasil são pessoas abaixo de 24 anos, contra apenas 5%, a cima dessa faixa etária, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Na sequência, observa-se que o conhecimento técnico e científico se tornam armas fortes para essa classe se sobressair diante das outras, entretanto, muito tempo e dedicação são demandados em cursos acadêmicos, tornando-se difícil a consiliação trabalho-estudo. Em virtude disso, há uma consequente desqualificação técnica de jovens menos favorecidos economicamente, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Por fim, para que esses problemas sejam resolvidos e haja uma maior igualdade na oportunidade de emprego entre as faixas etárias, é necessário que o governo disponibilize cursos técnicos de curtas durações diárias através de universidades públicas para que a população menos favorecida se capacite e tenha mais competitividade, além de criar incentivos fiscais como a diminuição de taxas e impostos para a contratação de jovens abaixo de 24 anos de idade, o que traria maior inclusão a essas pessoas.