As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/11/2021

No filme “O Lobo de Wallstreet”, protagozinado por DiCaprio, é retratado a vivência de um empresário bem sucedido e as decorrências de uma vida luxuosa. Entretanto, a realidade opulenta da obra não se aplica ao contexto brasileiro, especialmente sobre os jovens, que enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. A problemática abordada ocorre pois a base escolar não quallifica o discente suficientemente e, em consequência disso, a juventude se vê “obrigada” à ingressar no mercado informal. Sendo assim, é necessário entender a adversidade a fim de combatê-lá.

Em primeiro lugar, o despreparo educacional em lecionar o que de fato importa corrobora o revés. Segundo Paulo Freire “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, ou seja, é necessário ter um bom ensino para, enfim, resolver problemas sociais. Sob a perspectiva do autor, e levando em consideração a temática, o método de ensino nacional, relação aluno, professor e sala de aula, é o mesmo desde o século XX, todavia, o que antes era imprescindível, hoje é ultrapassado, logo, cabe às escolas se adequarem às necessidades atuais, do contrário, os cidadãos brasileiros continuarão enfrentando desafios. Essa análise é comprovada pelos dados do “Ipea”, o qual constata-se que a probabilidade de uma pessoa, de 15 a 24 anos, que nunca trabalhou, conseguir um trabalho é de 36% - menor índice dentre os intervalos de idade na pesquisa.

Em segundo lugar, a ingressão à informalidade é consequência da frágil economia brasileira. Segundo a teoria de Bastiat, pensador francês, todo fato desencadeia duas análises “aquilo que se vê e o que não se vê”. Conforme o pensamento do autor, e o contexto da crise econômica que assola o Brasil, quando o patrão precisa conter gastos, o que se vê, ele deixa de contratar jovens promissores, o que não se vê. No entanto, a fim de buscar uma alternativa para melhorar a condição de vida, a juventude recorre à outros meios, ilustrado por dados que apontam que a probabilidade de saída para emprego informal é 6% maior do que o formal. Em suma, explicitado as causas e destrinchamentos da questão citada, é imperativo formular propostas para intervir em prol do coletivo.

Com base no exposto, cabe ao Ministério da Educação, orgão do poder executivo responsável pelo ensino, promover reformas nas grades curriculares das escolas nacionais, por meio da inclusão de assuntos importantes para a vida adulta, como educação financeira, com a finalidade de elucidar os futuros trabalhadores. Além disso, cabe às empresas privadas realizarem parcerias com as faculdades, como estágios com a finalidade de proporcionar experiência aos novos indíviduos que compõe a economia tupiniquim. Dessa forma, a juventude brasileira, ingressará no mercado de trabalho, passando a ser uma nação em ascensão.