As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/06/2021
São evidentes os efeitos positivos da globalização para o mundo: aumento no fluxo de informação, no transporte pessoas e outras várias facilidades. Contudo, principalmente em países como o Brasil, os efeitos negativos desse fenmeno estao cada vez mais evidentes como, por exemplo, as novas dificuldades que os jovens enfretam para ingressar no mercado de trabalho. A partir de uma análise desse impasse, percebe-se que ele está vinculado não só á ineficiencia das instuições de ensino, mas também as empresas, que exigem cada vez mais de seus funcionários.
Primeiramente, é notória a incapacidade das escolas e faculdades em preparar novos profissionais para o século 21. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, os tempos atuais podem ser definido como ‘‘modernidade liquida’’, aonde tudo é fluído e em constante mudança, mas as escolas ainda estão presas nos tempos ‘‘sólidos’’. Nesse sentido, as instituições de ensino do país ainda seguem um modelo rígido e conteudista, que é incapaz de seguir as dinâmicas atuais preconizados por Bauman e acabam formando todos os anos jovens com perfil e mentalidade tão atrasadas quanto elas, porquanto eles encontram dificuldades em conseguir um trabalho. Logo, é inegável que o modelo de ensino no Brasil precisa ser atualizado para gerar jovens capazes de suprir as demandas do mercado.
Ademais, as empresas pedem cada vez mais dos jovens para ingressar nelas, mas oferecem menos do que no passado. Desse modo, inglês e informática, as quais eram quesitos de destaque de um candidato, agora transformam-se no básico para adentrar no mercado de trabalho. Todavia, os salários e outros benefícios não acompanham o ritmo da régua de exigências mínimas como mostram os dados divulgados pelo IBGE. Consequentemente, muitos jovens acabam indo para subempregos, com pagamentos que não condizem com desgaste físico e mental, ou vão para informalidade, caso não sejam capacitados. Assim, as empresas do Brasil colabaram para o quadro infeliz das dificuldades da juventude de ingressar no mercado de trabalho.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse ímpasse. Cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, reestruturar o plano de ensino das escolas públicas do Brasil com objetivo de atualizar toda grade curricular para deixar de lado o sistema arcaico que ainda vigora no país e formar jovens mais proativos e preparados para o mundo líquido. Além mais, é dever do Estado brasileiro, por intermédio da Camâra dos Deputados, criar leis as quais obriguem as empresas a dar salários que sejam proporcionais as exigências para entrada no emprego. Espera-se com essas medidas facilitar o ingresso dos mais novos no mercado de trabalho.