As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/06/2021

Vargas, o “pai dos pobres”, recebeu esse título devido a algumas medidas do seu governo que favoreceram a classe popular brasileira, dentre elas, uma das mais importantes foram as leis trabalhistas. Em sua época, essas leis modificaram a relação entre o patrão e o trabalhador. No entanto, na contemporaneidade, não necessitou da imposição de nenhuma lei para proporcionar uma nova mudança nessa relação, já que as novas exigências das empresas foram suficientes para tal fato. Dessa forma, os jovens estão enfrentando elevada dificultada para ingressar no mercado de trabalho, principalmente por sua baixa qualificação às novas demandas.

Sob tal perspectiva, a camada mais nova da população é a que mais sofre para adentrar no mercado de trabalho. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 57% dos adultos entre 18 e 24 anos estavam desempregados há mais de um ano em 2017. Tal índice evidencia a dificuldade do jovem de ser empregado, o que o deixa em uma situação econômica fragilizada, principalmente em momentos de crise -caso do pandemia da COVID-19 em 2020 e 2021, na qual houve aumento da taxa de desempregos. Assim, explicita-se que existe um impasse que impede a contratação do jovem, o qual necessita ser reparado.

Desse modo, nota-se que as escolas não estam preparando adequadamente os seus estudante para o mundo profissional. De acordo com Immanuel Kant, filósofo alemão, o homem é aquilo que a educação faz dele, isto é, evidencia-se o forte papel dos colégios na formação do indivíduo. Contudo, esse preparo não está ocorrendo da maneira correta, já que há uma inadequação entre o estudo acadêmico escolar e o que o mercado exige, ou seja, está ocorrendo um negligênciamento de matérias que seriam cruciais para o mundo profissional, como a habilidade de comunicação. Com isso, percebe-se a necessidade  de mudança nesse ensino para que o jovem consiga suprir as exigências e experiências cobradas pelas empresas.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para que haja menor dificuldade de ingressar no mercado de trabalho pelos jovens. Para isso, o Ministério da Educação deve -por meio de um consenso com as empresas sobre quais são as principais habilidades profissionais exigidas na contemporaneidade-  adicionar ao currículo escolar novas matérias. Por conseguinte, se atingirá a finalidade de formar o jovem com a experiência necessária para conseguir um emprego rapidamente -uma vez que a facilidade de ter uma vida profissional é de extrema importância para evitar uma fragilidade na situação econômica do indivíduo, principalmente em crises. Por fim, assim como Vargas decretou leis para tornar o trabalho mais digno, a educação proporcionará o acesso a ele mais justo.