As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 10/06/2021

Se nas Revoluções Industriais dos séculos passados a juventude era parte da mão-de-obra explorada e submetida a longas jornadas dentro dos meios de produção, na contemporaneidade brasileira — de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística —, 30% desta parcela da população é atingida pelo desemprego graças à alta demanda qualificativa e à descrença social em suas capacidades principiantes. Verifica-se, então, a importância de amenizar a problemática em análise e inserir os jovens no ambiente trabalhista nacional.

É relevante abordar, em primeira análise, a alta demanda e expectativa colocada pelas empresas nos funcionários que pretendem contratar. No Brasil, são poucos os jovens que se envolvem em atividades extracurriculares e buscam desenvolver habilidades além da sala de aula. Em contrapartida, mesmo com a exigência de experiências prévias, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua revelam que a informalidade trabalhista já atinge 40% da população. Nesse sentido, observa-se a razão pela qual muitos não conseguem lidar com as incertezas e exigências do futuro, afastando-se das indústrias todos os anos.

Como consequência, a sociedade passa a enxergar a juventude como incapaz de ser inserida no setor de produção. Parafraseando o jornalista George Shaw, com a perpetuação da descrença juvenil, o progresso é impossível e as mentes que não aceitam mudanças nada transformarão. Apesar de serem muitos os que dizem acreditar que jovens são o futuro, é preciso perceber que eles já são o presente e precisam se preparar para possuírem vidas diversas e bem sucedidas. Caso não ocorram mudanças na visão que lhes é projetada pela sociedade e no preparo fornecido pelas escolas, a invisibilidade no mercado de trabalho continuará existindo.

Portanto, cabe ao governo federal desenvolver medidas que sejam aplicadas em prol da implementação da juventude no mundo proletário. Urge que as escolas, por meio de investimentos governamentais, realizem palestras e eventos gratuitos sobre o universo dos meios de produção dentro do ambiente estudantil e como se preparar para enfrentá-lo. Visando ampliar a visão dos jovens e abrir as portas das indústrias para todos que se interessarem, somente assim a juventude estará preparada para ser o futuro de um país com verdadeiro progresso em todos os âmbitos.