As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/06/2021

Modernidade líquida, conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, caracteriza a pós-modernidade com a capacidade de ocorrer inúmeras transformações em um curto período de tempo. Tais mudanças atingem várias áreas, como o mercado de trabalho. A título de exemplo temos o surgimento de obstáculos que dificultam a iserção dos jovens brasileiros nesse campo. Tal situação é desencadeada pela falta de empatia de algumas empresas, mas também, pela desqualificação da juventude nacional.

Em primeiro plano, é notório pensar que a grande maioria das firmas do país não contratam nenhum ou poucos adolescentes inexperientes. Isso acontece porque, conforme as pesquisas da revista “Exame”, acreditam que experiência é sinônimo de competência, ou seja, os trabalhadores mais maduros são os mais recrutados, deixando de lado os iniciantes no mercado de trabalho. Nesse sentido, conclui-se que os empregadores optam por pessoas que já tem anos de carreira, assim, contribui-se para o aumento da geração “Nem nem” - jovens que não estudam e não trabalham- haja vista, a falta de oportunidade de emprego que lhes é dada.

Em segundo lugar, torna-se relevante mencionar que a ausência de qualificação entre jovens de 15 a 22 anos, é um dos impasses a sua inserção. Isso se justifica porque, atualmente, maior parte das empresas recrutadoras optam por funcionários capacitados, isso é, se sabem falar outra língua ou até mesmo se fizeram algum curso profissionalizante. No entanto, nem todos os brasileiros têm condição financeira capaz de ampliar o seu currículo por meio de um workshop, uma vez que, grande maioria dessas formações não serem gratuitas. Dessa maneira, jovens dessa faixa etária, em especial, os mais pobres, são pouco contratados devido a falta de qualificação profissional exigida pela empresa contratante.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem os entraves que impedem a entrada no mercado de trabalho pelos jovens no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho, a criação de multas e punições mais severas as empresas de médio e grande porte que descumprirem a Lei 10.097/2000 - que visa inserir jovens de 14 a 24 anos como aprendizes. Isso se realizará por meio de mais fiscalizações pelo Ministério Público Federal, a fim de diminuir o número de desempregados nessa faixa etária. Além disso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), a criação de projetos voltados para profissionalização de estudantes - de escolas públicas e privadas- com o fito de capacitá-los para o mercado de trabalho. Isso acontecerá por intermédio de palestras com profissionais de diversas áreas, como propósito de ajudar também na escolha de carreira. Feito isso espera-se que aumente os índices de jovens no mercado de trabalho brasileiro.