As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 23/06/2021
Com o surgimento da Terceira Revolução Industrial (R.I), surgiu o setor terciário, o qual oferece diferentes serviços e mais amplos trabalhos. No entanto, quando se observa a dificuldade de ingressão dos jovens no mercado de trabalho, nota-se que essa ideia não se concretiza na prática abarcando todos. Certamente, a incompleta formação escolar junto do descaso público-popular são entraves que contribuem para essa problemática.
Precipuamente, desde que mais escolas surgiram em bairros mais pobres a população tornou-se mais consciente em relação à educação de seus filhos e considerou como algo mais essencial a ida da criança à escola. Assim, tornando esses futuros jovens mais conscientes das opções de trabalho existentes. Ademais, de acordo com Jacques Meir: essa é a geração mais preparada, informada e educada. Por conseguinte, resultando num aumento de candidatos dispostos para trabalhar nas mais diversas áreas do mercado, começando a trabalhar desde cedo ao lado dos mais “velhos” nos mesmo âmbitos (vendas, tecnologias e empresariais no geral).
Contudo, na prática, a realidade não é igual para todos os brasileiros. Ademais, a maioria dos jovens após terminarem o ensino escolar formal -que não tem uma preparação técnica e cursos tão presentes-, acabam optando por um trabalho mais imediato e, na maioria das vezes, são prejudicados por não ter um currículo atrativo àquela empresa. Adicionalmente, mostrando um descaso público para com o acadêmico, indivíduo que, posteriormente, irá agregar à economia. Além disso, de acordo com o “Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada”, a chance de um jovem que nunca trabalhou antes, concorrendo com quem já trabalhou, tem suas oportunidades reduzidas em 64% de conseguir empregos. Destarte, há uma polarização do mercado de trabalho que opta cada vez mais por mão de obra qualificada e experiente. Além do mais, no século onde os distúrbios biopsicossociais são mais presentes, cada vez mais jovens que desenvolvem esses distúrbios, como ansiedade, tem seus desempenhos diretamente impactados negativamente.
Em suma, é inegável que medidas são necessárias para amenizar esse problema. Portanto, o Governo e o Ministério da Educação devem criar um programa de adesão para os jovens, através de cursos disponibilizados nas grades curriculares de ensino fundamental público, além de firmar parcerias com empresas com o intuito de garantir tipos de cotas que assegurem inclusão e uma oportunidade maior para os mais novos “brigarem” por vagas, nas mais diversas relações laborais, garantindo um mercado mais diversificado e mais genérico, preparando o jovem através da prática.