As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 26/06/2021
Segundo Nelson Mandela, ativista político sul-africano, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Em contraposição com a ideia de Mandela, a realidade mostra milhares de jovens com dificuldades em ingressarem no mercado de trabalho, embora tenham educação formal avançada. Portanto, é necessário a tomada de medidas para sanar esse impasse, ocasionado pela mudança na dinâmica de trabalho no século XXI e a falta de ajuda governamental aos futuros agentes econômicos da sociedade.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a mudança na dinâmica de trabalho na atualidade como uma das principais catalisadoras do problema. Segundo pesquisas da Globo (G1), o número de universitários mais que dobrou nos últimos 15 anos, mas a tendência na escolha dos cursos mantém um traço marcante. Um conjunto formado por 10 carreiras conquista praticamente metade de todos os universitários brasileiros. Dito isso, fica claro que existe uma contigência desproporcional de profissionais disponíveis para o mercado, a redundância de diplomados homólogos acarreta no desemprego em massa, além de problemas psicossociais como a depressão e a ansiedade.
Ademais, o Estado falha em seu papel de atuante no auxílio da inserção desses indivíduos nas mais diversas áreas da economia. Como visto na crise de 2008, a bolha financeira nos Estados Unidos, uma grande parcela da população americana se encontrou desamparada de qualquer auxílio do Governo americano, parcialmente culpado pela crise imobiliária. Indubitavelmente, o Poder Executivo falha em criar incentivos à iniciativa privada para a contratação de novos empregados, devido, não apenas, à burocracia imposta às empresas para que possam efetivar novos trabalhadores, problemática que seria resolvida diminuindo as imposições trabalhistas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que são datadas e incompatíveis com a dinâmica capitalista atual.
Infere-se, portanto, que os embargos para a inserção dos jovens no mercado de trabalho possuem íntima relação com o desenvolvimento de uma sociedade economicamente sadia. Posto isso, cabe ao Poder Executivo, em conciliação com o Congresso Nacional, promover alterações nas leis trabalhistas, amenizando seu rigor antiquado à modernidade, com a finalidade de instigar as empresas privadas a contratar jovens talentos com potencial de prosperar e impactar positivamente o desenvolvimento do Brasil. Assim, observar-se-ia uma sociedade alinhada aos preceitos idealizados por Mandela, empoderada sobre os meios de produção e em consonância com as necessidades contemporâneas.