As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 30/06/2021
Com a sólida globalização, a Divisão Internacional do Trabalho (DIT) exige cada vez mais um trabalho setorizado e especializado aos países. Contudo, no Brasil, o baixo número de escolas com nível médio-técnico, assim como a contemporânea crise financeita, denotam desafios para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Urge, portanto, a necessidade de analisar tal realidade de modo a identificar e combater seus impactos, objetivando minimizar a problemática.
Em primeira análise, cabe pontuar como o baixo número de escolas de nível médio-técnico no país se apresenta como desafio para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho. É possível afirmar tal fato porque segundo o Ministério da Educação (MEC) apenas 9% das escolas de ensino médio no Brasil oferecem educação técnica. Dessa forma, com a crescente globalização, a DIT – divisão em que cada país se especializa em determinadas áreas – se intensifica e, consequentemente, esses países exigem do profissional especialização. Dessa forma, como o período antecessor ao mercado de trabalho na vida do jovem é o ensino médio, a falta de aprendizado técnico inibe e dificulta o ingresso desses nesse meio, uma vez que grande parcela desses indivíduos não recebem uma educação adequada e não tem repertório, perdendo, assim, espaço para pessoas já experientes.
De outra parte, convém destacar como a crise financeira no Brasil também intensifica a problemática. É possível afirmar isso porque desde a recessão brasileira de 2014 o mercado de trabalho vem sofrendo quedas, com a taxa de desemprego chegando, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aos 14%. Dessa forma, infere-se que todo o mercado precisou ser reestruturado para uma nova realidade, reduzindo custos e, consequentemente, quantidade de funcionários. Sendo assim, e conseguinte da falta de especialização dos jovens, esses não têm oportunidade de ingresso neste meio, uma vez que com a crise as empresas precisaram se moldar ao acontecimento, a grande maioria dessas mantiveram no emprego aqueles que possuem maior conhecimento técnico, ou melhor, os mais experientes, visando o corte de gastos e a maior eficiência.
Por fim, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao MEC, em parceria com o Ministério do Trabalho (MTb), reestruturar a grade curricular comum e aumentar o alcance do ensino técnico no país. Tal atitude se dará por meio de pesquisas aplicadas pelo MTb às empresas do Brasil para identificar a exigência de trabalho de cada região e, posteriormente, será implementada à grade curricular matérias técnicas que preparem o estudante para o mercado de sua localidade. Assim sendo, os os jovens serão preparados para o mercado de trabalho ainda na escola para que mesmo em momento de crise financeira consigam ingressar nesse meio.