As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 01/07/2021
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Indo contra esse ideário, boa parte dos governantes pouco fazem para superar as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Isso se evidencia não só pela omissão governamental, mas também pelo papel determinante da tecnologia para as atividades laborais na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais que visem a qualificação profissional do jovem brasileiro. Nesse sentido, a busca por empregos informais, com baixa remuneração e sem cumprimento com o conjunto de leis trabalhistas, tem se tornado uma realidade para o país, haja vista a precariedade do sistema educacional. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, fere o ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos inalienáveis aos indivíduos, como a educação e o trabalho.
Outrossim, cabe analisar os impactos da Revolução Técnico Científica Informacional nas relações laborais do século XXI. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 35 milhões de trabalhadores brasileiros devem perder seus empregos para máquinas até 2050.Nessa perspectiva, tal substituição é cada vez mais acentuada devido a exigência de domínio dos meios tecnológicos. Consequentemente, o mercado de trabalho formal torna-se um ambiente elitizado, devido, principalmente, a manutenção das desigualdades no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Para a garantia do direito ao trabalho aos jovens, urge que o Ministério da Educação(MEC) invista, por meio de verbas governamentais, na oferta de cursos técnicos profissionalizantes nas escolas públicas de ensino médio de todo o país. Dessa forma, os estudantes terão qualificação profissional necessária para a conquista do primeiro emprego. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa e igualitária, onde o Estado cumpre seu ‘‘contrato social’’ corretamente, tal como afirma Jonh Locke.