As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 17/07/2021

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituente - instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar o bem-estar e o trabalho como valores supremos de uma sociedade fraterna. Tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Atribuem-se a isso dois fatores principais: a base educacional lacunar e a falta de pré-requisito.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a base educacional lacunar. Para Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. De acordo com essa perspectiva, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nesse sentido, a escola não tem cumprido seu papel no sentido de reverter o problema. Consequentemente, sem essa contribuição da escola para a formação humana, a sociedade é diretamente prejudicada.

Ademais, é fundamental apontar a falta de pré-requisito como impulsionador das dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho no Brasil. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o trabalho, o que é evidente no país. Nesse sentido, é fundamental que os jovens façam algum curso profissionalizante para que consigam emprego, mas, muitas vezes, não ocorre isso, geralmente, por falta de condições financeiras.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) libere verbas para a construção de novas escolas e cursos de ensino técnico/superior, a fim de atender toda a sociedade prejudicada. Assim, será consolidada uma população bem empregada, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.