As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 18/07/2021
Mesmo sendo uma das gerações mais qualificadas, tanto em termos técnicos quanto informacionais, a inadequação do sistema educacional brasileiro às necessidades do mercado de trabalho contemporâneo colabora para o aumento das taxas de desemprego entre a população mais jovem e ao seu consequente impacto social: a desigualdade.
O ingresso no mercado de trabalho é um momento crítico na vida de cada pessoa, ele desenvolve as bases iniciais da carreira profissional e participa do processo de transição de um jovem, muitas vezes imaturo, para um adulto responsável. Nesse contexto, a falta da integração do modelo educacional com o ambiente de trabalho, bem como a preferência por profissionais mais experientes e emocionalmente estáveis constituem os principais motivos para as elevadas taxas de desemprego entre a população mais jovem.
Além disso, o desemprego, mais que um problema do indivíduo, constitui um desafio para a sociedade em relação às discrepâncias sociais. Isso ocorre porque, uma elite altamente qualificada concentra tanto os empregos quanto a maior parte da renda nacional, enquanto um contingente populacional majoritário é deixado às margens da sociedade em situações de informalidade.
Dessa forma, para melhor preparar as próximas gerações de profissionais, o Ministério da Educação (MEC) por meio da revisão do currículo educacional brasileiro deve promover a integração das exigências do mercado de trabalho ao contexto das salas de aula. Além disso, o MEC, em conjunto com o Ministério da Cidadania, devem estimular a expansão da oferta da educação, visando atingir àqueles em situação de precariedade, buscando, assim, a maior homogeneização da qualificação da sociedade brasileira.