As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 11/07/2021
No período da história conhecido como grandes navegações, em que reinos europeus buscavam riquezas no “novo mundo”, as expedições eram capitaniadas por marinheiros muito experientes, por exemplo, Cristovão Colombo e Pedro Álvares Cabral. Analogamente, séculos depois, empresas escolhem seus futuros funcionários com base na experiência prévia de cada um. Diante disso surge uma questão intrigante: se apenas pessoas que possuem experiência anterior são contratadas, em que momento da carreira delas foi possível adquirir esse conhecimento.
Segundo um estudo divulgado pela Organização Internacional do Trabalho, em 2017, quase 1/3 dos jovens de 15 a 24 anos, no Brasil, buscavam uma ocupação, o que não conseguiam por falta de experiência prévia na função. De acordo com Jacques Meir, que participou da elaboração de pesquisas estatísticas sobre a empregabilidade de jovens, as empresas não querem colocar seu funcionamento em risco para empregar profissionais incipientes.
No Brasil, até mesmo conselhos de classe reconhecem a distinção entre profissionais iniciantes e aqueles mais antigos, conhecidos como “senior”. Esse é o caso do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, de Mato Grosso do Sul, CREA-MS. Este órgão ainda estipula que o custo de hora de serviço de um profissional mais antigo é maior que o custo de um profissional iniciante.
Face ao exposto, o ingresso de jovens no mercado de trabalho é dificultoso e, sendo assim, carece de atenção governamental. Dessa forma, é imperativo que o Ministério do Trabalho juntamente com empresas privadas lidere uma iniciativa para promover a contratação de jovens sem experiência, na categoria de aprendizes. Assim, será possível dar continuidade a uma linhagem de bons e experientes trabalhadores no mercado de trabalho e, além disso, promover o ingresso de novos profissionais.